Repouso minha cabeça sobre o macio travesseiro
Mas o sono não vem
E a julgar pelo cansaço físico que me consome
Já deveria estar na doce e infame Terra dos Sonhos
Mas algo me perturba e agita meus pensamentos
A solidão
È, eu estava errada
E pensar que era forte que havia superado
“Teatrices” pura e simplesmente
Falar é fácil
Difícil é ao fechar os olhos, não querer vê-las.
Lembranças...
Sim, aquelas que me impedem de descansar.
Memórias...
De um passado não tão distante
Que me ainda fazem suspirar.
No silencio da noite escuto sua voz
Suave e marcante
Ah! Quantas juras de amor
Lembro-me do seu sorriso
Sutil e encantador que alegraram meus dias
O seu olhar profundo e penetrante
Que me fazia à mulher mais feliz
O seu toque, carícias.
Que me levavam a loucura em questão de segundos
Recordações que me fazem querer voltar
Ah! Onde esta o sono que me tira desse frenesi?
Na escuridão eu ainda o vejo
Aperto os olhos, mas a imagem não desaparece.
Por que ainda não foi embora pra sempre?
Eu me pergunto
E o silencio da noite parece responder
“Querida, eu já fui, você que ainda não aceitou”.
Lagrimas começam a escorrer
Lembro-me de uma musica
“Eu estou aqui sem você, baby Mas você ainda está em minha mente solitária”.
E assim meu sono é finalmente embalado
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