Cidade, berço da vida, lugar onde se cruzam todas as idéias, trabalhos, projetos e pessoas, as quais são de qualquer etnia, ocupam diferentes posições sociais, e são acompanhadas ao longo de suas vidas de emoções, mudanças, transformações.
O primeiro contato que o ser humano tem com a cidade, ocorre quando ele vem ao mundo e indiferente de onde for, o óbvio é que acontece com todo mundo. Embora esses fatos sejam marcantes para as pessoas, o que para a cidade é algo também importante é na verdade, só mais um marco para o dinamismo existente, e sim desse ponto de vista, passa a ser fato marcante. Ao decorrer da história a cidade acompanha os passos de cada cidadão e vem gradativamente fazendo parte dos indivíduos.
As pessoas estudam, trabalham, compram, vendem, divertem-se, nos lugares oferecidos pela própria cidade, nesse fluxo constante da vida, elas se encontram, se trombam, se esbarram, passam umas pelas outras independente do tipo de pessoas são. Uma garotinha passar por um mendigo dormindo na rua, um homem negro passa por uma senhora branca, um ladrão assalta um executivo, uma moça dentro de um Corolla ultrapassa uma outro dentro de um fusquinha, mesmo sem estabelecer contato essas pessoas já fazem parte de uma das outtras embora seja em um fluxo superficial, e é a cidade o palco deste teatro improvisado constante.
Por outro lado é na cidade que um casal de namorados se beijam, um grupo de amigos vão ao cinema, uma netinha ganha um bombom de sua avó. Esses fixos ocorrentes a todos os instantes também são armazenados juntamente com o fluxo de outras relações na história de cada cidade. Esse dinamismo de fatos é o que implica na multiplicidade do relacionamento cidade-cidadão, tornando a cidade essencial na construção do espaço corriqueiro de desenvolvimento de cada pessoa.
A cidade é uma máquina processadora de todos os episódios da vida humana, quer sejam eles marcadores da existência de cada pessoa ou não, todos os fluxos e fixos de cada indivíduo é um fixo permanente para cada cidade.
Dani Loira
